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SÉRIE BPMN – EVENTOS - universobpm

Esse é o primeiro artigo dedicado ao estudo da notação BPMN : Eventos.

Esse é o primeiro artigo dedicado ao estudo da notação BPMN (Business Process Model and Notation). E para darmos início, vamos começar falando sobre os Eventos.

Segundo a especificação oficial da BPMN, na página 83, um evento é descrito como: “Algo que acontece durante o curso de um processo. Esses eventos afetam o fluxo do processo e geralmente tem uma causa ou um impacto”.

Para consolidar o entendimento,  a definição básica que você deve memorizar é a seguinte:

Os eventos representam a ocorrência de fatos em um processo.

Simples assim!

Detalhando um pouco mais, os eventos são representados por um círculo e dependendo do momento onde acontecem, são sinalizados de formas diferentes. Veja o quadro abaixo:


Olhando esses símbolos em preto e branco, logo pode surgir a velha pergunta: Mas Ulisses, pelo que eu sei o evento de início é na cor verde, o intermediário na cor mostarda e o de fim na cor vermelha. Tá inventando moda?

De jeito nenhum. A verdade é que a notação BPMN na sua essência não possui cores, lembra? Falei disso no meu primeiro artigo sobre o tema. Caso ainda não tenha lido, recomendo a leitura posteriormente.

Observação importante: Para não fugirmos da essência da notação, vou apresentar os elementos na sua forma original (sem cores). Quando você for utilizar esses elementos em ferramentas, provavelmente estarão coloridos, o que visualmente fica melhor e fica a critério de quem estiver modelando.

Feito os devidos esclarecimentos, vamos em frente.

Antes de falarmos das principais variações utilizadas para os eventos, importante conhecer também as quatro categorias ao qual ele está inserido. Vamos entendê-las:

 

  • CATEGORIA 1: Eventos do tipo “Catch

Eventos do tipo “catch” possuem uma causa e aguardam a ocorrência de fatos para que sejam acionados. Deixa eu te mostrar como são representados:

Visualmente, os símbolos dentro dos eventos estão sem preenchimento tá vendo? Um pouco mais a frente vou explicar o funcionamento de alguns deles. Fique comigo até o final.

 

  • CATEGORIA 2: Eventos do tipo “Throw

Eventos do tipo “throw” possuem um resultado e produzem fatos. Veja como são representados:

Notou alguma diferença? Acho que sim. Os símbolos dessa vez estão preenchidos, demonstrando que possuem algo a ser enviado. Da mesma forma, mostrarei mais a frente o funcionamento na prática de alguns deles.

 

  • CATEGORIA 3: Eventos do tipo “interrupting

Antes de mostrar esse tipo de evento, é importante frisar que eventos também podem ser anexados às bordas de atividades com o intuito de estabelecer, por exemplo, controle, regras ou condições para sua realização.

Olha só… Um evento é caracterizado como interrupting, quando a sua ocorrência no fluxo paralisa a execução da atividade ao qual está anexado e segue um novo caminho. Visualmente, note que a borda desse evento está representada por uma linha sólida. Você vai entender a diferença ao conhecer o outro tipo.

Nesse caso, já vou adiantar um exemplo para que você entenda melhor:

No exemplo acima, se ao chegar à data de vencimento e a confirmação do pagamento das contas não tiver acontecido, o processo interrompe o fluxo que iria para a tarefa “ARQUIVAR comprovantes” e inicia a execução da tarefa “PRIORIZAR pagamento”.

É assim que funciona. Vamos conhecer agora o oposto à esse tipo.

 

  • CATEGORIA 4: Eventos do tipo “ non-interrupting

Diferentemente do anterior, na ocorrência desse tipo de evento, a tarefa ao qual ele estiver anexado, não é interrompida. Vamos ao exemplo:

Note que visualmente o evento anexado à atividade está representado por uma linha tracejada. Significa dizer nesse exemplo, que se em um dia útil o controle de qualidade não tiver sido realizado, automaticamente será enviada uma notificação de atraso. A diferença é que a tarefa “LIBERAR para venda” ainda fica aguardando  a realização do controle de qualidade.

Para fechar essa parte de conceituação e partirmos para a demonstração dos principais tipos de eventos utilizados, deixa eu explicar mais um termo importante.

Eu apresentei nas categorias acima, alguns eventos que possuíam símbolos (Relógio, envelope e etc). Esses símbolos são chamados de “trigger”, ou gatilho em português.

Vou demonstrar alguns deles agora.

 

EVENTOS DE INÍCIO (Start Events)

Esse tipo de evento indica o início da execução do processo e serão sempre do tipo cacth, ou seja, sempre deverão aguardar a ocorrência de um acontecimento para realizar o disparo do processo.

Vou demonstrar o funcionamento dos principais tipos de eventos de início:

  • Vazio (None)

O processo é iniciado sem que haja a definição de um acontecimento específico que gere seu início. Não contém símbolo na sua representação.

  • Mensagem (Message)

É representado por um envelope em branco onde o processo é ativado com a chegada de uma comunicação externa via: telefonema, documento (ofício, carta e etc), dentre outros.

  • Tempo (Timer)

É representado por um relógio e sua ocorrência se dá de duas formas:

– Com a chegada de uma data específica.

– Com uma periodicidade definida.

  • Condicional (Conditional)

É representado por um símbolo de uma folha com linhas e inicia o processo quando uma condição torna-se verdadeira.

 

Existem ouras variações de eventos de início, no entanto para esse momento, os tipos aqui representados são suficientes para utilização na maioria dos casos.

 

EVENTOS INTERMEDIÁRIOS (Intermediate events)

Esse tipo de evento sinaliza um acontecimento durante a execução do processo. Eles podem ser do tipo catch (aguardam o acontecimento de um fato para continuidade do processo), ou podem ser do tipo throw (produzem algo e dão continuidade ao processo).

Vale ressaltar que os eventos intermediários podem ser divididos em:

  • Intermediário de fluxo

São representados entre os outros elementos do processo.

  • Intermediário de borda

Os eventos são anexados à borda das atividades.

Feita a devida apresentação, vamos aos tipos mais comuns:

  • Mensagem (Message)

Esse talvez seja um dos elementos  utilizados de forma mais equivocada. Muita gente utiliza esse elemento para representar o envio de um e-mail de uma atividade para outra. Dessa forma:

Na verdade, a forma correta de utilização é para demonstrar uma comunicação com outro processo ou agente externo. Veja a imagem a seguir:

 

Note que no processo de inscrição, após o cadastramento dos participantes, uma comunicação informando a lista consolidada é enviada ao processo de realização de eventos para que somente após a chegada dessa lista, o evento seja confirmado.

  • Tempo (Timer)

Quando um evento de timer é utilizado durante o processo, significa que naquele momento o processo deverá parar e aguardar até que a condição de tempo se torne verdadeira.

No exemplo acima, a tarefa “REALIZAR transição” só será realizada, somente após a data da posse do novo governante.

  • Condicional (Condicional)

Esse tipo é utilizado para representar uma condição estabelecida para o prosseguimento do fluxo. Veja o exemplo:

Perceba que somente após a condição de falta de espaço no servidor ser atingida, é que a tarefa “REALIZAR procedimento de limpeza” é iniciada.

  • Ligação (Link)

Não sei se você alguma vez já passou por isso, mas existem momentos quando estamos modelando um processo, dependendo do tamanho e complexidade do fluxo, fica difícil conectar os elementos sem que as linhas (Fluxo de sequência) se cruzem.

Olhe um exemplo sem a utilização do evento de link:

 

Note que após a realização da atividade “VERIFICAR condições de férias” o fluxo “corta as linhas” até chegar na outra tarefa. Isso visualmente fica ruim e deve ser evitado sempre que possível.

Com a utilização do link ficaria dessa forma:

Nesse caso, é possível referenciar essa ligação sem que seja necessário o cruzamento das linhas (Fluxo de Sequência) no processo. Funciona assim: Após a execução da atividade “VERIFICAR condições de férias”, um evento de link do tipo “throw” (símbolo preenchido) é gerado para que seja recebido por outro link do tipo “catch (símbolo sem preenchimento), conectado nesse caso à atividade “AVALIAR solicitação de férias”.

Observação importante: Apesar desse tipo de evento melhorar visualmente a leitura do fluxo, o mesmo deve ser utilizado com cautela para que o excesso não cause confusão no entendimento.

 

EVENTOS DE FIM (End events)

O evento de fim representa o término processo. Esse tipo de evento sempre será do tipo “throw” (símbolo preenchido).

Vamos conhecer os tipos mais comuns:

  • Vazio (None)

Esse tipo de evento encerra sem gerar nenhum fato específico e é representado sem símbolo.

Exemplo com apenas um fim:

Exemplo com dois fins:

Outros tipos de eventos de fim, podem também ter essa possibilidade de mais de um resultado.

  • Mensagem (Message)

Simbolizado por um envelope preto, o evento do tipo mensagem finaliza com uma comunicação enviada para outro processo, ou fornece um resultado proveniente de uma comunicação iniciada no processo.

No exemplo acima, o resultado desse processo servirá de insumo de entrada para início de outro processo. Veja esse exemplo de forma mais detalhada.

 

  • Término (Terminate)

O processo de término popularmente conhecido como “botão stop”, finaliza o processo por completo, mesmo na existência de outras atividades ainda em execução.

Nesse exemplo, caso a empresa consiga realizar a reserva do pacote, primeiro do que a reserva avulsa (Voo e Hotel), automaticamente o processo é finalizado. E vice e versa.

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Leia o segundo artigo da série sobre Atividades.

Nos vemos lá.

 

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