Cultura da inovação: saiba o que é preciso para implementar em sua empresa - universobpm

Executivos elencam os principais fatores na gestão de inovação em pequenas, médias e grandes empresas

em 13/07/2020
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Muito se fala sobre a importância da inovação para as empresas. Esse seria o mecanismo que mantém o negócio relevante no mercado e, ao mesmo tempo, gera valor para toda a sociedade. Entretanto, também é necessário compreender as dificuldades e desafios enfrentados pelas corporações no processo de inovação, salientou Durval Garcia, gerente de Inovação da GAC Brasil, durante webinar realizado nesta quinta-feira (09/07).

Garcia conta que, ao observar uma série de estudos, foi possível chegar a quatro revelações essenciais no processo de inovação. A primeira delas desmitifica a afirmação de que “quanto mais se investir em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), maior será o retorno”.

 

Inovação e investimentos
Um estudo realizado pela Bloomberg em 2017 endossa essa afirmação. Nele, é realizada uma comparação entre as empresas mais inovadoras e aquelas que mais investem em P&D.

Com US$ 16,1 bilhões aportados, a Amazon lidera o ranking de empresas que mais investiram dinheiro em inovação. Entretanto, quando consideramos qual foi a empresa mais inovadora, essa posição pertence à Alphabet Inc, conglomerado que controla o Google. Isso evidencia que grandes investimentos não são o único requisito para a inovação.

A pesquisa também evidencia que as empresas mais inovadoras também possuem melhor desempenho financeiro quando comparado com aquelas que mais investiram em P&D. “Não conseguimos estabelecer uma relação entre o volume de investimento e o desempenho das empresas", afirma Durval Garcia.

 

Estratégia de inovação
Manter uma boa estratégia de inovação também é essencial para obter sucesso.

Diferentes abordagens estratégicas costumam ser tomadas pelas empresas. “Apesar das companhias possuírem uma estratégia dominante, em geral, é preciso que diferentes métodos sejam adotados em conjunto”, diz Garcia. Ele dividiu as abordagens em três categorias:

  • Pesquisadores: são os responsáveis por desenvolver “insights” a partir das necessidades do cliente.
  • Leitores: são os responsáveis por gerenciar os recursos exigidos para o projeto.
  • Tecnológicos: são aqueles que estudam e compreendem detalhadamente as tecnologias emergentes e tendências.

A fusão dessas diferentes abordagens abre novas possibilidades e proporcionam mais complexidade no processo inovativo, conforme mostra a apresentação de Durval Garcia.

Cultura da inovação: saiba o que é preciso para implementar em sua empresa

A fusão de diferentes abordagens torna o processo de inovação mais complexo (Foto: Reprodução/ ANPEI)

 

O investimento é o suficiente?
Apesar do investimento não ser o fator determinante na capacidade inovativa de uma empresa, ele não deixa de ser uma parte essencial. “Quando uma empresa aspira por inovação, ela precisa se perguntar se possui as capacidades internas de entregar o resultado.”

Garcia usa a analogia de correr uma maratona. Qualquer um, teoricamente, poderia fazer isso. Mas concluir a prova é um resultado que exige muita preparação e estratégia.

 

Cultura de apoio à inovação
A cultura é um fator fundamental em todo o processo produtivo. E, na inovação, isso não é diferente. Paulo Gandolfi, diretor de Operações de P&D na 3M América Latina, conta que a figura do líder é essencial durante esse processo.

 

Segundo ele, o processo criativo pode ser beneficiado pela inclusão e colaboração de diversos colaboradores. Esse ambiente de agilidade é ideal para o nascimento de grandes ideias e no amadurecimento da cultura corporativa.

Entretanto, é preciso ter cuidado sobre até que ponto essa postura ágil pode chegar. “Quando você entra no ‘funil’ de resultados e entrega, é muito importante ter rigidez com prazos e qualidade.” É aí que a figura do líder entra, segundo Gandolfi.

Ele seria uma figura “ouvidora”, capaz de ouvir seus colaboradores, identificar problemas e gerar soluções. Em um ambiente que valoriza a transparência e compartilhamento, o executivo toma uma posição de facilitador, permitindo que os funcionários envolvidos no processo de inovação possam utilizar todo o seu potencial. “ Você remove barreira, escala problemas e encontra soluções. Você não está lá para controlar o processo”, diz Gandolfi.

 

Fonte: Época  Negócios

 

 

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